Usuárias dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) das unidades Kanela e Krahô participaram de visita guiada e receberam orientações especializadas na Casa da Mulher Brasileira.
A rede de proteção às mulheres em Palmas recebeu um importante reforço institucional nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026. A Secretaria Municipal da Mulher (Semup), em uma articulação estratégica com a Incubadora Social da Universidade Federal do Tocantins (UFT), promoveu uma ampla ação direcionada ao acolhimento, à conscientização e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas para o público feminino em situação de vulnerabilidade social na capital. O encontro ocorreu na sede da Casa da Mulher Brasileira, espaço que se consolidou como referência no atendimento humanizado e integrado no Estado.
A iniciativa pioneira reuniu dezenas de cidadãs que são acompanhadas rotineiramente pelas equipes técnicas dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) das regiões Kanela e Krahô. O objetivo central do projeto consistiu em aproximar essas mulheres da estrutura física e operacional mantida pela gestão municipal, desmistificando o acesso aos canais governamentais e ampliando significativamente a difusão de informações cruciais sobre as esferas de amparo social, jurídico e psicológico disponíveis no município de Palmas.
Integração Institucional e Efetividade nas Políticas Públicas
Durante o evento, a secretária municipal da Mulher de Palmas, Chayla Felix, sublinhou que a consolidação de pontes entre o poder público executivo e o ambiente acadêmico universitário é um mecanismo indispensável para maximizar a capilaridade e a eficácia das diretrizes de assistência. Conforme a gestora pontuou, o trabalho conjunto desenvolvido com a UFT, por intermédio de sua Incubadora Social, dinamiza a sociedade civil e cumpre com rigor o compromisso ético de manter as portas da administração pública abertas para a comunidade, assegurando resolutividade prática para as demandas cotidianas.
As participantes do encontro foram conduzidas por uma visita guiada detalhada pelas instalações do complexo, onde puderam compreender detalhadamente a dinâmica de funcionamento dos múltiplos serviços especializados ali concentrados. A superintendente da unidade, Monik Dorta, enfatizou a necessidade de o conhecimento adquirido ser compartilhado ativamente pelas usuárias em seus respectivos círculos familiares e de vizinhança. Dorta chamou a atenção para o fato de que diversas modalidades de violações de direitos e violência doméstica ocorrem de maneira silenciosa dentro do lar, afetando de forma severa grupos vulneráveis, como as mulheres idosas.
Cidadania nas Margens Sociais e Estrutura do Atendimento
A coordenação da Incubadora Social da UFT, representada por Ariadne Feitosa, defendeu que o domínio e a compreensão das rotas de atendimento representam o primeiro e mais decisivo passo para a conquista da cidadania plena e para a garantia de direitos fundamentais. Feitosa ponderou que uma parcela significativa das mulheres atendidas pelos Cras reside em áreas periféricas ou nas margens socioeconômicas da malha urbana, enfrentando barreiras históricas para acessar o mínimo de assistência. A imersão promovida permite que, diante de qualquer eventual crise ou situação de violência, essas cidadãs saibam exatamente qual caminho trilhar e onde obter suporte técnico.
A Casa da Mulher Brasileira de Palmas se destaca como um modelo de gestão integrada, concentrando em um único complexo arquitetônico uma gama completa de órgãos governamentais e do sistema de Justiça. O local abriga permanentemente equipes multidisciplinares de atendimento psicossocial (compostas por assistentes sociais e psicólogos), delegacia especializada de atendimento à mulher, juizado de violência doméstica, núcleo da Defensoria Pública do Estado, além de programas voltados especificamente para a promoção da autonomia econômica, oferecendo cursos de capacitação e orientação profissional para romper ciclos de dependência.
Com ações descentralizadas dessa natureza, a gestão pública municipal reafirma o papel do acolhimento ativo como ferramenta de transformação social. Ao integrar os Cras Kanela e Krahô a esse ecossistema de defesa, a rede de proteção às mulheres em Palmas expande seu alcance geográfico e social, garantindo que as ferramentas de denúncia e proteção cheguem com agilidade a quem mais precisa.

