O Sindicato dos Eletricistas, em Palmas, recebeu um encontro promovido pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM-TO) focado no direito à moradia digna e no fortalecimento da representação popular. O debate reuniu lideranças comunitárias e políticas para discutir o déficit habitacional, a retomada de políticas públicas como o programa Minha Casa, Minha Vida, e a necessidade de priorizar a classe trabalhadora no orçamento e no planejamento urbano do Tocantins.
A centralidade do debate esteve no papel das candidaturas populares para assegurar que as necessidades da população periférica cheguem aos espaços de decisão. Lideranças e pré-candidatos presentes ressaltaram que a transformação social e o combate às desigualdades nas cidades dependem da participação direta dos trabalhadores e da escolha de representantes alinhados às suas lutas diárias.
Representatividade e Políticas Habitacionais
Durante o evento, a porta-voz da pré-candidatura coletiva Povo de Luta, professora Rose Marques, ressaltou a relevância de fortalecer nomes do próprio povo nas urnas:
“Mulher tem que votar em mulher, trabalhador tem que votar em trabalhador. O povo pobre tem que votar em quem luta por ele. Porque é só assim, dessa maneira, que a gente vai ter a transformação desse país”, afirmou Rose Marques.
O integrante do coletivo Povo de Luta, Cristian Ribas, destacou que a classe trabalhadora é a principal financiadora das cidades por meio dos impostos, mas a que menos recebe retornos em serviços públicos:
“Temos uma classe política que organiza os recursos públicos para atender seus próprios interesses e os interesses de grupos econômicos já favorecidos. São os trabalhadores que sustentam as cidades, são os que mais pagam os impostos, mas são os setores sociais que proporcionalmente menos recebem retornos e investimentos em políticas públicas”, pontuou Cristian Ribas.
O pré-candidato ao Senado, Paulo Mourão, defendeu o diálogo constante entre o Estado e a sociedade para atender às famílias de menor renda:
“Trazendo a visão do presidente Lula de dialogar com a sociedade e com o Estado — que nós precisamos promover uma mudança real. Precisamos prestar atenção nas famílias dos trabalhadores, nas mães solteiras, nas pessoas inscritas no CadÚnico e naquelas que recebem o BPC”, enfatizou Paulo Mourão.
Já o pré-candidato a deputado federal, Vilela, reafirmou o compromisso de orientar o planejamento público para garantir direitos básicos:
“A gente precisa retomar a capacidade de planejar e investir em Palmas e no Tocantins para quem mais precisa. A política só tem sentido se ela transforma a vida do trabalhador, garantindo moradia digna, emprego, renda e direitos para o nosso povo”, declarou Vilela.
Composição do Coletivo Povo de Luta
A pré-candidatura coletiva Povo de Luta é formada por seis integrantes: Rose Marques (professora e presidente licenciada do SINTET), Bismarque do Movimento (dirigente do MNLM), Naiara Mascarenhas (servidora pública da Assistência Social e militante do movimento de mulheres), Francisca da Paz (servidora pública da saúde) e Francinete (professora do IFTO e sindicalista).
| Representação / Liderança | Postulação | Foco do Debate |
| Povo de Luta | Coletiva (Deputado Estadual) | Representatividade popular e voz aos trabalhadores |
| Paulo Mourão | Pré-candidato a Senador | Atenção às famílias do CadÚnico e BPC |
| Vilela | Pré-candidato a Deputado Federal | Moradia digna, emprego e investimento social |
| MNLM-TO | Movimento Social / Organizador | Habitação popular e desenvolvimento urbano justo |

