A queda de braço pela gestão das UPAs Norte e Sul de Palmas ganhou um novo capítulo. O prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos) classificou a decisão da desembargadora Hélvia Túlia como de “difícil execução prática” e confirmou que o município vai recorrer com rigor. Para o gestor, desfazer a parceria agora traria um colapso administrativo, já que o “casamento” com a gestão anterior foi encerrado.
O Argumento da Gestão: “Não há como voltar atrás”
Eduardo Siqueira destacou que a transição já alterou toda a estrutura operacional das unidades, o que torna a retomada direta em duas semanas uma tarefa hercúlea:
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Quadro de Pessoal: Os antigos servidores foram remanejados para as UBSs e a nova entidade já realizou suas próprias contratações.
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Contratos Rescindidos: Toda a cadeia de suprimentos (laboratórios, imagem, alimentação e insumos) foi alterada para o novo modelo.
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Impacto no Atendimento: O prefeito defende que a população “está vendo a diferença”, citando que a abertura de pediatria e ortopedia nas UPAs desafogou o Hospital Geral de Palmas (HGP).
“Se eu dei fim nesse casamento, não sei qual noiva quer voltar assim sem exigências para o poder público”, declarou o prefeito em tom de desabafo sobre a complexidade da reversão.
A Defesa dos Números
Questionado sobre o aumento de 800% nos custos apontado pelo TJTO, Eduardo rebateu: “800% em cima de quê?”. Ele sustenta que o valor reflete uma estrutura que não existia antes, incluindo informatização, novos aparelhos e especialidades médicas que agora atendem cerca de 180 crianças por dia.

